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liderando com coragem:
especial covid-19

Sumário executivo | 25 de maio de 2020


O que é normal, afinal? 


"as pessoas vão

mas como 

elas foram

sempre fica"


Rupi Kaur



O termo "o novo normal" parece ter se tornado uma buzzword fácil para falar do que vem por aí. Não que alguém saiba exatamente o que ainda está por vir, e muito menos, consiga dizer o quê deste novo cenário contém uma proporção considerável de normalidade. Nada do que está acontecendo no momento remete ao normal que assim convencionamos.


Já são mais de dois meses com o Brasil diretamente impactado pela pandemia de Covid-19. Ou, são apenas dois meses de uma avalanche de mudanças sobre as quais ainda não conseguimos ter muita certeza quanto à duração e consequências de médio e longo prazo. Todas as semanas vemos novos dados e conteúdos sobre tendências de consumo digital, perspectivas sobre o trabalho remoto e sobre a radical transformação de escritórios. O mundo como conhecíamos segue em ebulição.


Sim, buscar por algumas certezas é parte do processo humano de tentar encontrar segurança. A consultora Beatriz Garcia, em artigo publicado no LinkedIn,  usa a referência de Edgar Morin sobre a estratégia de ser “a navegação em um oceano de incerteza entre arquipélagos de certezas” para falar sobre como construir uma necessária ilha de certeza neste período de tantas incertezas, exatamente para poder navegar pelas dúvidas, confrontando pensamentos pré-estabelecidos.  


Na última semana, o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, publicou um artigo sobre como a pandemia de COVID-19 revela, da maneira mais cruel, a precariedade e as injustiças do mundo de trabalho atual. Marcel Fukayama, co-fundador do Sistema B Brasil, e Luciana Feres, VP global de marketing da Danone, conversaram, com mediação de Fred Gelli, sobre o papel das marcas na construção do futuro. E, enquanto algumas lideranças vem se destacando por seus posicionamentos abertos e assertivos sobre temas historicamente silenciados no ambiente corporativo, alguns tantos artigos sobre como liderar na crise vêm sendo publicados (com destaque especial para a Harvard Business Review do mês de Maio falando sobre C-Level Ágil). 


O que definirá uma nova normalidade não está apenas relacionado ao que será feito, mas ao como essa nova realidade se estabelecerá. Sobre isso, Mike Mason, Diretor Global de Tecnologia da ThoughtWorks, observa em seu artigo sobre Macrotendências da Indústria Tecnológica que "a colaboração remota está mudando de 'conseguimos fazer isso?' para 'qual é o caminho certo para fazer isso?' e há muito a ser aprendido aqui." 


Sabemos que a tecnologia assume um papel ainda mais importante neste período intenso de aprendizado e adaptação. Para as organizações, a tecnologia deve servir de alavanca para a transformação, sempre buscando criar mais valor para clientes. Para a sociedade, ela pode ser chave para o desconfinamento


Enquanto isso, se a intenção coletiva for criar uma normalidade que funcione para a maior parte da população, é melhor tratar a pergunta "qual é o caminho certo para fazer isso?", não como questão a ser respondida definitivamente, mas como parte de um caminho de experimentação, onde adaptar-se às incertezas passa a ser uma nova habilidade organizacional e deixar os valores de lado simplesmente não é mais uma opção.


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