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CORAGEM #2


Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial. Sim, agora.


Nadia Silva


A quarta revolução industrial acontece após três processos que foram muito transformadores: a produção mecanizada trazida pela primeira revolução, a manufatura em massa permitida pela eletricidade que aconteceu na segunda revolução e a extensa mudança global causada pela tecnologia da informação, que veio à tona na terceira revolução — essa última ainda em curso nos dias atuais.


A definição da quarta revolução não está relacionada a tecnologias emergentes, mas sim à convergência, veloz e impactante, entre tecnologias digitais, físicas e biológicas, que está acontecendo sobre a infraestrutura da revolução anterior, provocando um impacto sem precedentes nas indústrias.


Uma das principais mudanças se trata da automatização total das fábricas utilizando sistemas inteligentes que tomam decisões descentralizadas e cooperação entre máquinas que são capazes de tornar a produção totalmente independente da mão de obra humana.


Há especialistas que dizem que a revolução poderá elevar os níveis de rendimento globais e, dessa forma, melhorar a qualidade de vida das pessoas — algo semelhante ao que aconteceu com a chegada da Internet. Por outro lado, existe a possibilidade de as pessoas sofrerem novamente com o darwinismo tecnológico que já causou problemas na revolução anterior e que dessa vez pode ser muito mais devastador. Porque existe uma grande possibilidade de que essa nova revolução só aumente a desigualdade em nível mundial, ao ser responsável por eliminar milhões de postos de emprego.


Apesar de todo o entusiasmo com os avanços na produtividade e custos, especialmente por parte da indústria e empresariado, é preciso que exista cautela quanto a, mais uma vez na história, permitir que a tecnologia atropele a sociedade, ética e política a fim de progresso econômico que nem sempre chega para a maioria da população.


É por isso que, mais do que nunca, é preciso ter uma visão ampla e crítica sobre tecnologia, negócios e sociedade e uma grande abertura ao diálogo para se tomar decisões que impactam o rumo de grandes organizações. Por aqui, na ThoughtWorks, é como acreditamos que precisamos seguir.

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