À medida que o Model Context Protocol (MCP) ganha adoção, estamos vendo times e fornecedores recorrerem a ele como a camada de integração padrão entre agentes de IA e sistemas externos, mesmo quando existem alternativas mais simples. Nós alertamos contra o uso do MCP por padrão. O MCP agrega valor real para contratos de ferramentas estruturados, fronteiras de autenticação baseadas em OAuth e acesso governado em ambientes multitenant. Ele também introduz o que Justin Poehnelt chama de "custo de abstração": cada camada de protocolo entre um agente e uma API perde fidelidade e, para APIs complexas, essas perdas se acumulam.
Na prática, uma CLI bem projetada com um --help bem estruturado, respostas JSON estruturadas e tratamento de erros previsível frequentemente dá aos agentes tudo o que eles precisam sem a sobrecarga do protocolo. Como Simon Willison observa, "quase tudo o que eu conseguiria fazer com MCP pode ser resolvido por uma ferramenta de CLI."
Isso não significa rejeitar o MCP. Os times devem evitar adotá-lo por padrão e primeiro se perguntar se o sistema realmente exige interoperabilidade em nível de protocolo. O MCP faz sentido quando seus benefícios de governança e integração superam a complexidade adicional e a potencial perda de fidelidade.