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A tecnologia se reinventa cotidianamente. Em alguns meses, linguagens, ferramentas e abordagens podem se transformar e influenciar radicalmente a maneira como conduzimos os negócios hoje, bem como as tendências para um futuro cada vez mais próximo.

 

Nesse cenário de mudança constante, é inadiável a necessidade de aprendermos a nos reinventar na mesma velocidade que a tecnologia, como pessoas, como profissionais, como organizações e como sociedade. 


Para a primeira edição do ThoughtWorks Live Brasil, escolhemos falar sobre desafios reais para organizações digitais. No dia 25 de junho de 2019, reunimos um grupo de líderes de negócios no Blue Note SP, para compartilhar experiências e aprendizados à frente de empresas nas quais o digital se faz presente nos desafios mais complexos.

Sumário executivo


Inteligência Artificial e valor de negócio


Não importa qual é o seu negócio: toda empresa tem problemas quando o assunto é previsão. Qual será a taxa de churn do trimestre? Como saber quais pessoas têm mais chance de serem contratadas entre as centenas de currículos no banco de dados?


Se você fizer um exercício rápido, certamente se lembrará de alguns problemas que poderiam ser minimizados se sua empresa usasse melhor os dados para antecipar resultados e, consequentemente, decisões.


Vale lembrar que as previsões não necessariamente projetam o futuro. Elas ajudam a transformar informações que você já possui em informações que você ainda não tem. Um exemplo é a capacidade de um sistema de indicar se houve ou não fraude em uma transação de cartão de crédito.


Um sistema baseado em aprendizado de máquina é capaz de identificar padrões entre milhões de dados de transações financeiras e determinar quais operações são fraudulentas com base nesses padrões, com cerca de 98% de precisão.


Mas o que é necessário para adotar a Inteligência Artificial de forma eficiente?

Nag Kundukuru
Nag Kundukuru

Para Nag Kundukuru, Vice-Presidente de Estratégia para a região Sul Global na ThoughtWorks, é importante ter em mente que a ciência de dados por si só não garante sucesso na implementação de Inteligência Artificial nas empresas. Tecnologia, visão de negócio e design centrado no usuário precisam caminhar em conjunto para uma estratégia sólida.


Ainda segundo ele, três elementos são fundamentais para adoção de IA nos negócios: uma base digital consolidada, uma cultura de dados estabelecida e uma estrutura organizacional de descentralização das decisões.


Disputa por talentos


O que é preciso para se tornar uma empresa verdadeiramente digital, com uma cultura de autonomia que permita a descentralização da tomada de decisões? A resposta está mais nas pessoas do que na tecnologia. 


Joanna Parke, Chief Talent Office na ThoughtWorks, nunca atuou como profissional de Recursos Humanos. Iniciando sua trajetória de 16 anos na empresa como desenvolvedora, ela passou por papéis de liderança em diferentes áreas do negócio antes de assumir seu cargo atual.


E quando o assunto é a disputa por talentos no mercado, Joanna ressalta a importância de não transferir essa responsabilidade para o RH. 


Em um contexto no qual o ritmo da transformação é cada vez mais acelerado, as empresas precisam se preparar para lidar com as mudanças: novas tecnologias exigem novas abordagens, novas habilidades, novos papéis. 


Essa nova realidade demanda das organizações capacidade de se adaptar e responder a mudanças com rapidez. E para contratar talentos nesse cenário é fundamental saber exatamente quais são as competências que a empresa quer buscar.


Por isso, antes de pensar em contratar, algumas perguntas devem ser feitas: quais competências e habilidades faltam? É possível ensiná-las a quem já está na empresa?

Joanna Parke
Joanna Parke

Quando a decisão for pela contratação, é sempre bom lembrar: pessoas são mais do que seus currículos. Um currículo impressionante nem sempre significa uma contratação certeira. Além de resultar em contratações mal sucedidas, um processo seletivo que valoriza currículos pode preterir talentos. Contrate potencial, atitude, aptidão, integridade.


Quando falamos em disputa por talentos, é importante olhar para dentro antes de olhar para fora: como empresas e como profissionais, estamos dispostas e preparadas para as mudanças necessárias?


Superando a inércia


Falamos muito sobre as mudanças que o mercado impõe, sobre a necessidade de transformação. A verdade é que é bem mais fácil falar sobre mudança do que assumir a necessidade de mudar. 


Ainda mais desafiador é entender os porquês.


Para Sriram Narayan, Vice-Presidente de Advisory na ThoughtWorks, a inércia nos negócios pode se apresentar de várias formas. Frequentemente, não sentimos necessidade de mudar porque não avaliamos o impacto real das iniciativas atualmente em curso.


Estamos olhando para as métricas certas? Quais problemas estamos resolvendo? Quais são os benefícios gerados pelas iniciativas sendo desenvolvidas? Como eles se conectam com a estratégia?


Uma auditoria de benefícios reais gerados por iniciativas recém-concluídas e a incorporação de ciclos de feedback para iniciativas em desenvolvimento pode nos mostrar que, na verdade, não estamos resolvendo os problemas que precisamos resolver.


Entender a necessidade da mudança é apenas um primeiro passo. Colocar em prática um processo de transformação nunca é simples. E esse é outro fator que mantém as empresas em estado de inércia.


A inércia, na física, é descrita como a resistência de um corpo em estado de repouso a uma força de aceleração. A metáfora funciona muito bem quando pensamos no mercado como força de aceleração. Eventualmente essa força provoca uma mudança de velocidade ou uma deformação no corpo inerte.


Se optamos por esperar até que o mercado nos impulsione pode ser tarde demais para uma reação.

Sabemos que transformações são complexas e instintivamente tentamos evitar a complexidade. Esse é um grande erro nas iniciativas de transformação. A complexidade é parte do processo e deve ser incorporada nos planos de transformação.


Ao invés de ignorá-la desenhando um plano que funciona perfeitamente na teoria, é preciso desenhar um plano baseado no aprendizado contínuo a cada etapa da execução.


Todo mundo tem um plano até o primeiro imprevisto


Que aprendizados podemos levar da música, da dança e de vivências pessoais desafiadoras para os negócios?


Barbara Wolff Dick, Global Head Of Design & Head of Capability da ThoughtWorks Brasil, Marcelo Clara, CIO/COO do Banco Votorantim, Mercedes Pantoja, Gerente de Desarrollo Tecnológico y Arquitectura da LATAM Digital e Wanderley Bacallá, Diretor Geral da Globo.com, compartilharam experiências e aprendizados da vida e dos negócios no painel O real se impõe.


Usando exemplos de situações em que precisaram se reinventar, o grupo trouxe para a pauta uma habilidade cada vez mais imprescindível para lideranças modernas: a de aprender a se preparar para o imprevisível.

Vídeos

Veja como foi a primeira edição do ThoughtWorks Live Brasil

Getting business value from AI now

Nag Kundukuru

Vice-Presidente de Estratégia, ThoughtWorks Sul Global

Winning the war for talent

Joanna Parke

Chief Talent Officer, ThoughtWorks

Overcoming business inertia

Sriram Narayan

Vice-Presidente de Advisory, ThoughtWorks

Quando a colaboração emerge

Barbara Wolff Dick

Global Head Of Design & Head of Capability, ThoughtWorks Brasil

Música ao acaso

Marcelo Clara

CIO/COO, Banco Votorantim

La relación entre la adopción de la danza y las nuevas tecnologías

Mercedes Pantoja

Gerente de Desarrollo Tecnológico y Arquitectura, LATAM Digital

Se reinventando para reinventar organizações

Wanderley Bacallá Jr.

Diretor geral, globo.com

Melhores momentos

A história da primeira edição do ThoughtWorks Live Brasil contada em imagens

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